quinta-feira, 1 de dezembro de 2016



QUAL A FUNÇÃO DA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NO CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR
Tipos instrumentos de avaliação da aprendizagem no ensino superior




Eni Borges Marques [1]



RESUMO


O presente trabalho, é um resultado de estudo no curso de extensão realizada na FID (Faculdades Integradas de Diamantino) – Diamantino – Mt. Evidencia  importância e a aplicabilidade de avaliar, e que o avaliar tenha como base estabelecida na ementa da instituição, metas e objetivos a serem atingidos o que se ensina realmente estão sendo asimilado pelos nossos educandos (as) de forma sistemática, cumulativa, dinamica, gradual ou somente pontual. Dessa forma, o educador que tem um olhar acurado com sua profissão não deve ater-se somente avaliar por avaliar. Ou pior ainda avaliar para somente observar quantidade boa ou ruim em suas notas ou relatórios, e não percebendo-se como um mediador de uma aprendizagem de qualidade, formativa e que essa contribua para uma cidadão comtemplado de saber necessários nos dias atuais.


Palavras chaves: Avaliação, aplicabilidade, aprendizagem.

The present work is a result of a study in the extension course carried out at the FID (Diamantino - Faculdades Integradas de Diamantino) - Diamantino - Mt. It evidences importance and the applicability of evaluating, and that the evaluation is based on the institution's Objectives to be achieved what is actually taught are being assimilated by our students systematically, cumulatively, dynamically, gradually or only punctually. In this way, the educator who has an accurate look at his profession should not only evaluate himself for evaluation. Or worse still evaluate to only observe good or bad quantity in your notes or reports, and not perceiving yourself as a mediator of quality learning, formative and that this contributes to a contemplated citizen of today's knowledge necessary.

Keywords: Evaluation, applicability, learning.


Intrudução

Saber avaliar na educação é de fato uma tarefa que para alguns profissionais da educação seja o momento mais complexo e tenso. Dessa forma, fez necessário um estudo onde pudesse me informar a respeito do relevante tema sobre quais e como devo avaliar e que minha forma de avaliar esteja dentro das conformidades do que realmente de fato deva ser considerado.

Temos ainda profissionais da educação que ainda apresenta certas dificuldades na capacidade de avaliar seus educandos, fato esse que apresenta certa contradição no que diz respeitos aos tipos de avaliações posso e deve fazer uso, e como devo estar avaliando e quando avaliar. Sobre isso Jussara Hoffmann destaca o seguinte:
 Não está na verdade preocupado com o processo de aprendizagem, avaliar é estar preocupado com o processo de aprendizagem e ele está muito mais preocupado com o processo de ensino, com seu planejamento, sua metodologia e não com a estratégia pedagógica que seja adequada ao interesse e a necessidade daquele aluno. Então o professor vai em frente, mesmo que aquele aluno fique para trás. O grande entrave para os avanços em avaliação é a falta de fundamentação teórica dos educadores nesta área. O professor de medicina, por exemplo, também deveria ter essa fundamentação. Nosso grande problema ainda é a falta de fundamentação teórica, de leitura e de formação na área, por mais que a teoria de avaliação formativa date de 50 anos atrás, nós ainda estamos engatinhando. ( portal da Unicamp- 20/05/2014 - 16:46).


Dessa forma, como profere a autora Hoffman, devemos estar muito voltados não somente ao planejamento, mas também estarmos avaliando de formas diferenciadas que contemplem o meu educando no seu ensino aprendizagem que eu tenha esse olhar e me perceba como o mediador de saber e que ele consiga de forma tranquila expor o que aprendeu, e que esse momento não seja usado como forma punitiva ou quantitativa sem uma preocupação maior que seja o ensino-aprendizagem.
Considera-se a avaliação como um valioso recurso e um dos mais eficientes usados pelas instituições escolares, sendo estes realizados somente para obtenção de resultados. Além disso, essa metodologia, presupõe um sistema de ensino voltado para a disciplina, onde os educadores fazem uso das mesma como forma de persuasão, dessa forma faz com que o tão temido momento da avaliação o medo em ter notas baixas faz com que o educando (a) estudem. Por um longo período na história da educação no que tange sobre avaliação ou exames vem sendo usada de forma, como apenas um método "avaliativos" muito utilizados por educadores somente para obtenção de resultados que vem a classificar e estar com dados estatísticos de sua sala de aula.
De acordo com Tyler (1974), o processo avaliativo consiste em determinar em que grau os objetivos educacionais estão sendo realmente alcançados e que os mesmos buscam produzir mudanças nos seres humanos. Sendo assim, observa-se uma distância de suma importância no avaliar e no meu fazer pedagógico, pois a mesma busca sensibilizar mudanças significativas no educando enquanto cidadãos sociais.
As técnicas e instrumentos de avaliação são classificados de diversas formas, a técnica avaliativa é o método de se obter resultados desejadas,  já o instrumento é o recurso que será usado para isso. De forma que, o educador deve adaptar sua escolha sejam essas de métodos ou formas para realmente atingir o que de fato precisa ser observado e quais preciso dar atenção maior na avaliação, que os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs (2001, p. 45) colocam:
A avaliação, ao não se restringir ao julgamento sobre sucessos ou fracassos do aluno é compreendida como um conjunto de atuações que tem a função de alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica. Acontece contínua e sistematicamente por meio da interpretação qualitativa do conhecimento construído pelo educando.

Desenvolver a avaliação nessa perspectiva requer uma forma acurada e sistematizada  de todo o processo de ensino-aprendizagem, pois isso facilita o meu fazer pedagógico de qualidade, enquanto educadora preocupada com o aprender do meu educando, a isso percebe-se, que é um constante processo de desenvolvimento, que contribuirá para que o trabalho pedagógico tenha maior êxito.
Realizado por diversos métodos e técnicas que envolvam desde o recurso à memória, que o educador obteve de cada educando até as mais diferentes e usadas estratégias como: a observação livre com caderno de campo, a observação sistemática, autoavaliação, a entrevista, o trabalho em grupo e outras formas de interação e intervenção pedagógica. Segundo Perrenoud (1999, p. 101) tem-se que:
                                 É formativa toda a avaliação que ajuda o aluno a aprender a se desenvolver, ou melhor, que participa da regulação das aprendizagens e do desenvolvimento no sentido de um projeto educativo Importa, claro, saber como a avaliação formativa ajuda o aluno a aprender, ela retroage sobre os processos de aprendizagem. A avaliação formativa define por seus efeitos de regulação dos processos de aprendizagem. Dos efeitos buscar-se-á a intervenção que os produz e, antes ainda, as observações que orientam essa intervenção.
Assim sendo, percebe-se que a avaliação formativa possui uma forma de avaliar para intervir, pois a partir desse tipo de avaliação pode-se dar uma importância do reconhecimento da pluralidade em sala de aula, ou seja, os diversos níveis de aprendizagem que cada educando possui. Percebe-se enfim, se os registros tiveram por objetivo observar o processo de aprendizagem de cada educando e sua consequente reorientação, eles contribuem para uma avaliação formativa. Mas não apresentam de cunho normativo se esses registros representarem apenas classificações sucessivas do estudante.
Contudo, na avaliação existem dois aspectos importantes para se considerar. Um deles é que o educador tem um importante papel nesse processo, pois o mesmo precisa estar comprometido e envolvido com o que acredita no que de fato seja relevante. Outro aspecto a se considerar é o psicológico e exige auto trabalho para não deixar que questões pessoais interfiram na profissional, de forma que o profissional deve cuidar de si mesmo e do cumprimento de suas metas e de seus objetivos, porque o educando e o educador são sujeitos do mesmo processo educacional e que o aprender a aprender é sempre necessário. A avaliação por si só, não se articula para um bom desenvolvimento do trabalho pedagógico, ela também necessita de um projeto pedagógico bem articulado, pois é ele que juntamente com os PCNs e o projeto político-ideológico da instituição escolar gerarão a linha norteadora da avaliação naquele ambiente escolar. Dessa forma, estarei seguindo os requisitos essenciais para um excelente educador que esta sempre almejando o sucesso de seus educandos.




UMA BUSCA DO SABER PARA MELHOR AVALIAR. O QUE SABER, COMO E QUANDO AVALIAR

Educador hoje na República Federativa do Brasil tornou-se uma profissão que em algumas regiões uma ação preocupante, tendo em vista que o comportamento de alguns pais mudou quanto a aceitação ou não das avaliações que hoje são realizadas. Dessa forma, percebo enquanto educadora nas redes Estaduais e Municipais que devo estar em constante formação continuada e que quanto mais aprendo, melhor o meu fazer pedagógico se faz.
Percebo o quanto é difícil ser sabedor de como proceder com educandos os ditos “normais” dos educandos “especiais” que temos nas instituições e o quanto o sistema educacional digital nos coloca a cada ano desafiados a buscar cada vez mais ferramentas importantes de avaliação, dessa maneira, o quando e como avaliar precisa de fato ter um ponto destacado na minha busca constante de informação.
Fazer o uso de instrumentos para avaliação muitas vezes é entendido como: recursos utilizados para coleta e análise de dados no processo ensino-aprendizagem, visando promover a aprendizagem dos educandos.
                                              Segundo Méndez (2002, p.98), “mais que o instrumento, importa o tipo de conhecimento que põe à prova, o tipo de perguntas que se formula, o tipo de qualidade (mental ou prática) que se exige e as respostas que se espera obter conforme o conteúdo das perguntas ou problemas que são formulados”.
Sendo assim. tomara a prática de avaliação como um processo, não é possível estabelecer e valorar um único instrumento avaliativo, priorizando uma só oportunidade em que o educando demonstre sua aprendizagem sobre o que está sendo cobrado. Oportunizar aos educandos diversas possibilidades de serem avaliados implica em assegurar a aprendizagem de uma maneira mais prazerosa e eficaz. Implica também em encarar a avaliação, teórica e prática como um verdadeiro processo de ensino aprendizagem.
Planejar e estabelecer objetivos para o conteúdo ministrado é de suma relevância tendo em vista, que hoje nas salas de aulas sejam elas do ensino primário, fundamental I e II, ensino médio e superior não teríamos em nenhuma delas uma sala homogenia dessa forma, devemos estar envolvidos de saberes avaliativos que façam de fato o seu papel o de buscar saber quem já tem um conhecimento de mundo para que possa sentir-se parte do processo ensino aprendizagem e contribua para que aconteça de fato agora de forma sistematizada, para que quando for avaliado atinja os objetivos a ele propostos, e com isso também faça uso dos dados observados aos que também não atingiram e o que posso realizar com esse educando para que o mesmo –alcance o saber para aquela disciplina. Entende-se dessa forma. que a avaliação dever ser um parâmetro para o educador refazer aquilo que precisa ser melhorado para que o mesmo atinja o seu objetivo elencado no seu planejamento.
Sendo assim, preciso ter em meu planejamento diversas formas de como avaliar o meu educando, para possibilitar na sala de aula que a maioria consiga em algum momento demonstrar que aprendeu e que consegue ser avaliado e ter sucesso. Dessa forma faz-se necessário que deva fazer uso de algumas formas de avaliação tais como:
1.         Listas de verificação
2.         Grelhas de observação
3.         Escalas de classificação
4.         Questionários na sala de aula
5.         Testes (teóricos, práticos e teórico-práticos)
6.         Portfólios
7.         Registros de incidentes
8.          Crítico Entrevistas
Essas formas de avaliação podem ser usados pelo educador ou pelos educandos facilitando assim formas de auto avaliação. Quando utilizados pelos educandos pode mudar de forma positiva as suas atitudes verificando-se que, por iniciativa própria, eles corrigem ou alteram os seus comportamentos formas de responder o que lhe é proposto.
Por todos os medos do saber ou não avaliar alguns educandos nós devemos estar sempre em busca desse saber que é indispensável par o nosso saber pedagógico. Quanto a isso Paulo Freire profere:
O que importa, na formação docente, não é a repetição mecânica do gesto, este ou aquele, mas a compreensão do valor dos sentimentos, das emoções, do desejo, da insegurança a ser superada pela segurança, do medo que, ao ser educado, vai gerando a coragem. P26.
Ter uma profissão tão complexa e tão essencial para o meu país percebo cada vez mais estou na profissão correta, como dizem trabalhar com o que você gosta não é trabalho é um prazer. Tenhamos medo sim, erramos sim, mas acertaremos muito mais e desistir jamais.














CONSIDERAÇÕES FINAIS
Avaliação do educador frente aos seu educandos. Diante disto aproximar o pensamento de alguns escritores mencionados do decores do trabalho sobre avaliação é no mínimo colocar alguns medos que antes apresentava-se de forma incompreensível para torná-las menos complicadas e fazer com que me sinta mais amparada quanto ao que fazer e como fazer ao avaliar.
Ensina-se, portanto a ideia de troca de informações e não simplesmente de uma leitura, mas de estar envolvido nesse processo que é extremamente complicado para o educando quando se depara com o educador cheios de dúvidas e com isso torna a educação um processo mais próximo do seu saber, nesse sentido a avaliação não pode ser algo que se estabeleça de forma autoritária, somativa e muito menos classificatória, nem imposta por apenas uma das partes e sim por uma busca constante do aprender a aprender, e com isso construir como um processo de investigação e crescimento permanente com a participação de todos os envolvidos nesse processo.
Por todas essas ideias apresentadas de busca do saber nos remete a um processo constante de construção de conhecimento e do desenvolvimento de capacidades, habilidades, competências e atitudes numa escola democrática e cidadã.














          

Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais. 3ª ed. Brasília, 2001.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra,1996
Sites acessados: http://www.unicamp.br/unicamp/noticias - (acessado - 26/11/2016 ás 20:53)

Méndez, J. M. A. Prova: um momento privilegiado de estudo – não um acerto de contas. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.
PERRENOUD, Phillip. Avaliação: da excelência à regulação da aprendizagem – entre duas lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.
TYLER, Ralph. Princípios básicos de currículo e ensino. Porto Alegre: Globo, 1974.
















[1] Professora Especialista acadêmica do curso de extensão Avaliação no ensino Superior da Faculdades Integradas de Diamantino - MT. Endereço: Rua Lauro Salgado Caldeira, nº 06 – Bairro Cohab Parecis. Arenápolis – MT – 78420-000
Fone: +55 (65) 9-9922-2494.

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