QUAL A FUNÇÃO DA AVALIAÇÃO
DA APRENDIZAGEM NO CONTEXTO DO ENSINO SUPERIOR
Tipos instrumentos
de avaliação da aprendizagem no ensino superior
Eni Borges Marques
RESUMO
O presente
trabalho, é um resultado de estudo no curso de extensão realizada na FID
(Faculdades Integradas de Diamantino) – Diamantino – Mt. Evidencia importância e a aplicabilidade de avaliar, e
que o avaliar tenha como base estabelecida na ementa da instituição, metas e
objetivos a serem atingidos o que se ensina realmente estão sendo assimilado
pelos nossos educandos (as) de forma sistemática, cumulativa, dinamica, gradual
ou somente pontual. Dessa forma, o educador que tem um olhar acurado com sua
profissão não deve ater-se somente avaliar por avaliar. Ou pior ainda avaliar
para somente observar quantidade boa ou ruim em suas notas ou relatórios, e não
percebendo-se como um mediador de uma aprendizagem de qualidade, formativa e
que essa contribua para uma cidadão comtemplado de saber necessários nos dias
atuais.
Palavras chaves: Avaliação,
aplicabilidade, aprendizagem.
The present work is a result of a study in
the extension course carried out at the FID (Diamantino - Faculdades Integradas
de Diamantino) - Diamantino - Mt. It evidences importance and the applicability
of evaluating, and that the evaluation is based on the institution's Objectives
to be achieved what is actually taught are being assimilated by our students
systematically, cumulatively, dynamically, gradually or only punctually. In
this way, the educator who has an accurate look at his profession should not
only evaluate himself for evaluation. Or worse still evaluate to only observe
good or bad quantity in your notes or reports, and not perceiving yourself as a
mediator of quality learning, formative and that this contributes to a
contemplated citizen of today's knowledge necessary.
Keywords: Evaluation, applicability, learning.
Introdução
Saber
avaliar na educação é de fato uma tarefa que para alguns profissionais da
educação seja o momento mais complexo e tenso. Dessa forma, fez necessário um
estudo onde pudesse me informar a respeito do relevante tema sobre quais e como
devo avaliar e que minha forma de avaliar esteja dentro das conformidades do
que realmente de fato deva ser considerado.
Temos ainda profissionais da educação que
ainda apresenta certas dificuldades na capacidade de avaliar seus educandos, fato
esse que apresenta certa contradição no que diz respeitos aos tipos de avaliações
posso e deve fazer uso, e como devo estar avaliando e quando avaliar. Sobre isso
Jussara Hoffmann destaca o seguinte:
Não está na verdade preocupado com o processo
de aprendizagem, avaliar é estar preocupado com o processo de aprendizagem e
ele está muito mais preocupado com o processo de ensino, com seu planejamento, sua
metodologia e não com a estratégia pedagógica que seja adequada ao interesse e a
necessidade daquele aluno. Então o professor vai em frente, mesmo que aquele
aluno fique para trás. O grande entrave para os avanços em avaliação é a falta
de fundamentação teórica dos educadores nesta área. O professor de medicina,
por exemplo, também deveria ter essa fundamentação. Nosso grande problema ainda
é a falta de fundamentação teórica, de leitura e de formação na área, por mais
que a teoria de avaliação formativa date de 50 anos atrás, nós ainda estamos
engatinhando. ( portal da Unicamp- 20/05/2014 - 16:46).
Dessa
forma, como profere a autora Hoffman, devemos estar muito voltados não somente
ao planejamento, mas também estarmos avaliando de formas diferenciadas que contemplem o meu educando no seu ensino aprendizagem que eu tenha esse olhar e
me perceba como o mediador de saber e que ele consiga de forma tranquila expor
o que aprendeu, e que esse momento não seja usado como forma punitiva ou quantitativa
sem uma preocupação maior que seja o ensino-aprendizagem.
Considera-se
a avaliação como um valioso recurso e um dos mais eficientes usados pelas
instituições escolares, sendo estes realizados somente para obtenção de
resultados. Além disso, essa metodologia, pressupõe um sistema de ensino voltado
para a disciplina, onde os educadores fazem uso das mesma como forma de
persuasão, dessa forma faz com que o tão temido momento da avaliação o medo em
ter notas baixas faz com que o educando (a) estudem. Por um longo período na história da
educação no que tange sobre avaliação ou exames vem sendo usada de forma, como
apenas um método "avaliativos" muito utilizados por educadores
somente para obtenção de resultados que vem a classificar e estar com dados estatísticos de sua sala de aula.
De acordo
com Tyler (1974), o processo avaliativo consiste em determinar em que grau os objetivos
educacionais estão sendo realmente alcançados e que os mesmos buscam produzir
mudanças nos seres humanos. Sendo assim, observa-se uma distância de suma
importância no avaliar e no meu fazer pedagógico, pois a mesma busca
sensibilizar mudanças significativas no educando enquanto cidadãos sociais.
As
técnicas e instrumentos de avaliação são classificados de diversas formas, a
técnica avaliativa é o método de se obter resultados desejadas, já o instrumento é o recurso que será usado
para isso. De forma que, o educador deve adaptar sua escolha sejam essas de
métodos ou formas para realmente atingir o que de fato precisa ser observado e
quais preciso dar atenção maior na avaliação, que os Parâmetros Curriculares
Nacionais – PCNs (2001, p. 45) colocam:
A avaliação, ao não se restringir ao julgamento sobre
sucessos ou fracassos do aluno é compreendida como um conjunto de atuações que
tem a função de alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica.
Acontece contínua e sistematicamente por meio da interpretação qualitativa do
conhecimento construído pelo eduacando.
Desenvolver
a avaliação nessa perspectiva requer uma forma acurada e sistematizada de todo o processo de ensino-aprendizagem,
pois isso facilita o meu fazer pedagógico de qualidade, enquanto educadora
preocupada com o aprender do meu educando, a isso percebe-se, que é um constante
processo de desenvolvimento, que contribuirá para que o trabalho pedagógico
tenha maior êxito.
Realizado
por diversos métodos e técnicas que envolvam desde o recurso à memória, que o
educador obteve de cada educando até as mais diferentes e usadas estratégias
como: a observação livre com caderno de campo, a observação sistemática,
autoavaliação, a entrevista, o trabalho em grupo e outras formas de interação
e intervenção pedagógica. Segundo Perrenoud (1999, p. 101) tem-se que:
É formativa
toda a avaliação que ajuda o aluno a aprender a se desenvolver, ou melhor, que
participa da regulação das aprendizagens e do desenvolvimento no sentido de um
projeto educativo Importa, claro, saber como a avaliação formativa ajuda o
aluno a aprender, ela retroage sobre os processos de aprendizagem. A avaliação
formativa define por seus efeitos de regulação dos processos de aprendizagem. Dos
efeitos buscar-se-á a intervenção que os produz e, antes ainda, as observações
que orientam essa intervenção.
Assim
sendo, percebe-se que a avaliação formativa possui uma forma de avaliar para
intervir, pois a partir desse tipo de avaliação pode-se dar uma importância do
reconhecimento da pluralidade em sala de aula, ou seja, os diversos níveis de
aprendizagem que cada educando possui. Percebe-se enfim, se os registros tiveram
por objetivo observar o processo de aprendizagem de cada educando e sua consequente
reorientação, eles contribuem para uma avaliação formativa. Mas não apresentam
de cunho normativo se esses registros representarem apenas classificações sucessivas
do estudante.
Contudo,
na avaliação existem dois aspectos importantes para se considerar. Um deles é
que o educador tem um importante papel nesse processo, pois o mesmo precisa
estar comprometido e envolvido com o que acredita no que de fato seja
relevante. Outro aspecto a se considerar é o psicológico e exige auto trabalho
para não deixar que questões pessoais interfiram na profissional, de forma que
o profissional deve cuidar de si mesmo e do cumprimento de suas metas e de seus
objetivos, porque o educando e o educador são sujeitos do mesmo processo
educacional e que o aprender a aprender é sempre necessário. A avaliação por si
só, não se articula para um bom desenvolvimento do trabalho pedagógico, ela
também necessita de um projeto pedagógico bem articulado, pois é ele que
juntamente com os PCNs e o projeto político-pedagógico da instituição escolar
gerarão a linha norteadora da avaliação naquele ambiente escolar. Dessa forma,
estarei seguindo os requisitos essenciais para um excelente educador que esta
sempre almejando o sucesso de seus educandos.
UMA BUSCA DO SABER PARA MELHOR
AVALIAR. O QUE SABER, COMO E QUANDO AVALIAR
Educador hoje na República Federativa do Brasil
tornou-se uma profissão que em algumas regiões uma ação preocupante, tendo em
vista que o comportamento de alguns pais mudou quanto a aceitação ou não das avaliações que hoje são realizadas. Dessa forma, percebo enquanto educadora nas
redes Estaduais e Municipais que devo estar em constante formação continuada e
que quanto mais aprendo, melhor o meu fazer pedagógico se faz.
Percebo o quanto é difícil ser sabedor de como
proceder com educandos os ditos “normais” dos educandos “especiais” que temos
nas instituições e o quanto o sistema educacional digital nos coloca a cada ano
desafiados a buscar cada vez mais ferramentas importantes de avaliação, dessa
maneira, o quando e como avaliar precisa de fato ter um ponto destacado na
minha busca constante de informação.
Fazer o uso de instrumentos para avaliação muitas
vezes é entendido como: recursos utilizados para coleta e análise de dados no
processo ensino-aprendizagem, visando promover a aprendizagem dos educandos.
Segundo
Méndez (2002, p.98), “mais que o instrumento, importa o tipo de conhecimento
que põe à prova, o tipo de perguntas que se formula, o tipo de qualidade
(mental ou prática) que se exige e as respostas que se espera obter conforme o
conteúdo das perguntas ou problemas que são formulados”.
Sendo assim. tomara a prática de avaliação como um processo, não é
possível estabelecer e valorar um único instrumento avaliativo, priorizando uma
só oportunidade em que o educando demonstre sua aprendizagem sobre o que está
sendo cobrado. Oportunizar aos educandos diversas possibilidades de serem
avaliados implica em assegurar a aprendizagem de uma maneira mais prazerosa e
eficaz. Implica também em encarar a avaliação, teórica e prática como um
verdadeiro processo de ensino aprendizagem.
Planejar e estabelecer objetivos para o conteúdo ministrado é de suma
relevância tendo em vista, que hoje nas salas de aulas sejam elas do ensino
primário, fundamental I e II, ensino médio e superior não teríamos em nenhuma
delas uma sala homogenia dessa forma, devemos estar envolvidos de saberes
avaliativos que façam de fato o seu papel o de buscar saber quem já tem um
conhecimento de mundo para que possa sentir-se parte do processo ensino
aprendizagem e contribua para que aconteça de fato agora de forma sistematizada,
para que quando for avaliado atinja os objetivos a ele propostos, e com isso
também faça uso dos dados observados aos que também não atingiram e o que posso
realizar com esse educando para que o mesmo –alcance o saber para aquela
disciplina. Entende-se dessa forma. que a avaliação dever ser um parâmetro para
o educador refazer aquilo que precisa ser melhorado para que o mesmo atinja o
seu objetivo elencado no seu planejamento.
Sendo assim, preciso ter em meu planejamento diversas formas de como
avaliar o meu educando, para possibilitar na sala de aula que a maioria consiga
em algum momento demonstrar que aprendeu e que consegue ser avaliado e ter
sucesso. Dessa forma faz-se necessário que deva fazer uso de algumas formas de
avaliação tais como:
1. Listas de verificação
2. Grelhas de observação
3. Escalas de classificação
4. Questionários na sala de
aula
5. Testes (teóricos,
práticos e teórico-práticos)
6. Portfólios
7. Registros de incidentes
8. Crítico Entrevistas
Essas formas de avaliação podem ser usados pelo educador ou pelos
educandos facilitando assim formas de auto avaliação. Quando utilizados pelos
educandos pode mudar de forma positiva as suas atitudes verificando-se que, por
iniciativa própria, eles corrigem ou alteram os seus comportamentos formas de
responder o que lhe é proposto.
Por todos os medos do saber ou não avaliar alguns educandos nós devemos
estar sempre em busca desse saber que é indispensável par o nosso saber
pedagógico. Quanto a isso Paulo Freire profere:
O que importa, na formação
docente, não é a repetição mecânica do gesto, este ou aquele, mas a compreensão
do valor dos sentimentos, das emoções, do desejo, da insegurança a ser superada
pela segurança, do medo que, ao ser educado, vai gerando a coragem. P26.
Ter
uma profissão tão complexa e tão essencial para o meu país percebo cada vez
mais estou na profissão correta, como dizem trabalhar com o que você gosta não
é trabalho é um prazer. Tenhamos medo sim, erramos sim, mas aceitaremos muito mais
e desistir jamais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Avaliação do
educador frente aos seu educandos. Diante disto aproximar o pensamento de
alguns escritores mencionados do decores do trabalho sobre avaliação é no
mínimo colocar alguns medos que antes apresentava-se de forma incompreensível
para torná-las menos complicadas e fazer com que me sinta mais amparada quanto
ao que fazer e como fazer ao avaliar.
Ensina-se,
portanto a ideia de troca de informações e não simplesmente de uma leitura, mas
de estar envolvido nesse processo que é extremamente complicado para o educando
quando se depara com o educador cheios de dúvidas e com isso torna a educação
um processo mais próximo do seu saber, nesse sentido a avaliação não pode ser
algo que se estabeleça de forma autoritária, somatiza e muito menos
classificatória, nem imposta por apenas uma das partes e sim por uma busca
constante do aprender a aprender, e com isso construir como um processo de
investigação e crescimento permanente com a participação de todos os envolvidos
nesse processo.
Por todas
essas ideias apresentadas de busca do saber nos remete a um processo constante
de construção de conhecimento e do desenvolvimento de capacidades, habilidades,
competências e atitudes numa escola democrática e cidadã.
Referências:
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais:
Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais. 3ª ed. Brasília, 2001.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática
educativa. São Paulo: Paz e Terra,1996
Méndez, J. M. A. Prova: um momento privilegiado de
estudo – não um acerto de contas. Rio de Janeiro: DP&A, 2005.
PERRENOUD, Phillip. Avaliação: da excelência à regulação da aprendizagem –
entre duas lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.
TYLER, Ralph. Princípios básicos de currículo e ensino. Porto Alegre: Globo,
1974.